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Para CIO mundial da Nortel, tecnologia tem grande potencial no Brasil principalmente no segmento de carriers e pequenas e médias empresas.
Que o ambiente de trabalho hoje não mais se resume apenas a um computador, todos que atuam na área de tecnologia já sabem. Mas, segundo o CIO mundial da Nortel, Steven Bandrowczak, os benefícios das comunicações unificadas (UC), ou hiperconectividade, vão além da agilidade. A produtividade, de acordo com ele, pode aumentar até 20% em relação a uma empresa que não utiliza uma plataforma para unir telefonia fixa e móvel, vídeo, dados e serviços de mensagens instantâneas, entre outros.
"As pessoas estão se conectando como nunca fizeram antes, inclusive no trabalho. Por isso, elaborando uma estratégia de comunicações unificadas, as companhias podem colocar essas tecnologias todas juntas e aproveitar as vantagens, entre elas o ganho de produtividade", afirma o executivo. A Nortel, que já possuía uma parceria com a Microsoft para a área de UC, anunciou recentemente outra aliança, desta vez com IBM.
De fato, o potencial, segundo Bandrowczak, é grande. Ele considera que a adoção de ferramentas de hiperconectividade será ainda mais forte no futuro, à medida em que as empresas passem a conhecer as aplicações possíveis e tenham uma noção mais clara em relação ao retorno sobre o investimento (ROI). "Imagine usar um laptop durante uma viagem, em outra cidade, como se estivesse no escritório", exemplifica, ao falar sobre os resultados da UC nos negócios e na utilidade quando se pensa em trabalho remoto.
Para o CIO, o Brasil tem uma grande demanda por soluções desse tipo, e assim a Nortel vê grandes oportunidades no país, principalmente nos segmentos de carriers e pequenas e médias empresas. Um estudo da consultoria IDC encomendado pela própria companhia e concluído em maio deste ano já apontava um cenário favorável. De acordo com o estudo, que ouviu 2,4 mil pessoas em 17 países, entre eles Brasil, México e Argentina, a América Latina apresenta o maior potencial de hiperconectividade do mundo.
O estudo mostra que 64% dos pesquisados estão hiperconectados ou cada vez mais conectados, em comparação com 59% na Ásia Pacífico, 50% na Europa e 44% na América do Norte. A pesquisa classifica dessa forma as pessoas que usam pelo menos sete aparelhos para acesso pessoal e profissional, como celulares e laptops, e ainda nove aplicativos de comunicação, como mensagens de texto, conferências e redes sociais.
"As empresas precisam entender essa demanda para conseguir competir no mercado global. Quem ignorar esse movimento corre o risco de perder produtividade e rentabilidade”, afirma Marcos Oliveira, diretor de Canais do segmento Corporativo da Nortel Brasil. |