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Nortel estreita vínculo com LG-Nortel para reduzir dependência
de operadoras.
FONTE: Convergência Digital em 21/10/2008

Num cenário de retração econômica - é esperada uma redução de até 10% no volume de negócios ainda este ano por causa da crise financeira mundial - a Nortel do Brasil se aproxima da LG-Nortel e tenta ampliar a participação no mercado corporativo, através da oferta de soluções de contact center, comunicações unificadas e dados corporativos. Hoje, 75% da receita da empresa vem das operadoras.

"Sabe-se que esse mercado de operadoras está praticamente sem margem", observou Carlos Britto, novo presidente da empresa no país, que se apresentou formalmente à imprensa nesta terça-feira, 21/10, na capital paulista. O Executivo assume o comando da Nortel Brasil substituindo Juan Chico, que responderá pela vice-presidência global da LG-Nortel para o segmento de PMEs e passa a residir em Miami, nos Estados Unidos.

Britto deixou claro que a meta da Nortel Brasil para 2009 é a rentabilidade. Este ano, por exemplo, as vendas para o mercado corporativo já tiveram um incremento em torno de 20%. Exatamente por isso, tecnologias como o WiMAX e LTE não são, pelo menos neste momento, prioridades no país.

"Temos produtos, estamos prontos para o WiMAX, mas aqui, em função da falta de freqüência, os investimentos têm sido marginais nessa área. O LTE ainda é um aporte futuro. Neste momento, então, vamos atender à demanda de fazer caixa. Queremos maior participação no segmento corporativo e, por isso, essa aproximação com a LG-Nortel, que se estruturou muito bem no país", sustentou.

Questionado se a crise não atrapalharia os planos da Nortel Brasil, o executivo assumiu que os primeiros sinais da retração econômica já chegaram ao mercado nacional, que há, sim, renegociações em curso com clientes e revisão de projetos - inclusive, com canais e a própria empresa assumindo o risco de fechar com uma cotação de dólar, inferior à cobrada hoje no mercado.

"Mas essa não é uma prática. Não estamos fechando uma cotação padrão para atender aos clientes. Sentamos à mesa e conforme os interesses de ambos, conversamos", declarou Britto. Apesar de querer reduzir a dependência das operadoras - mercado cada vez mais concentrado e com forte concorrência dos chineses - a Nortel diz que a área permanece sendo o carro-chefe da receita.

"Vamos reduzir, mas estamos atuando fortemente nessa área. Temos contrato em CDMA com a Embratel e celebramos, agora, um contrato com a Vivo de softswiches ( equipamento que dá inteligência à rede), mas ainda não podemos dar muitos detalhes", declarou o novo presidente da Nortel Brasil.

Mundialmente, acrescentou Juan Chico, que aproveitou o evento para se despedir da imprensa brasileira, afirma que o CDMA é um forte gerador de receita para a companhia, principalmente, nos Estados Unidos.

 

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