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A demanda por sistemas IP está aumentando a cada dia, porém as operadoras do setor ainda encaram o atraso da banda larga como entrave para um crescimento compatível com países desenvolvidos; elas também avaliam que é preciso começar a oferecer um leque maior de opções o quanto antes.
As operações via IP estão crescendo no Brasil, fato que é atribuído ao menor custo do serviço e à consolidação das operadoras, que já são capazes de desenvolver estratégias mais sólidas em relação do que há cinco anos atrás, quando houve um boom no mercado de telefonia IP. Porém, os especialistas ainda atribuem o atraso do País à falta de estrutura de redes de banda larga.
José Marcelo Fontanesi, diretor de tecnologia da Voitel, acredita na evolução da qualidade dos serviços para atrair mais fatias de mercado, mas aponta os entraves desse processo. “Estamos em uma rampa ascendente em termos de volume de utilização e da diversidade de ofertas de serviços IP. Nosso maior problema ainda é a falta de políticas que incentivem a implantação de uma infraestrutura mais robusta, que chegue a municípios mais distantes”.
A GVT, por meio da sua operação IP – a Vono – também pegou a onda do crescimento e apresentou um salto de 35% no número de clientes nesse primeiro trimestre de 2009 em relação ao ano passado, chegando a 21 mil usuários. Para Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produtos da empresa, esse aumento está atrelado ao perfil de clientes da empresa, já que 70% de seus usuários já possuem banda larga, o que facilita a introdução da tecnologia IP.
“O maior desafio para consolidação do VoIP no Brasil é a banda larga, por isso nossas atividades estão concentradas nos grandes centros urbanos. Apesar disso, apresentamos um crescimento acima da média, uma vez que nosso perfil é um pouco diferente, pois atendemos usuários que buscam mais agilidade em suas aplicações, com velocidades de até 20 Mbps”, conta ele.
Para as operadoras, a saída para esse empasse é aprimorar a oferta de acessos IP com uma banda larga capaz de permitir a exploração simultânea de um leque mais amplo de serviços, que vão além da simples telefonia. Isso agregaria serviços como videoconferências, IPTV, backup remoto de arquivos, vídeo streaming, educação à distância entre outros – além de um programa para extensão das redes, permitindo que um número maior de empresas possa usufruir dos serviços.
“Os usuários estão aproveitando a maturidade do setor de telefonia VoIP para adquirir pacotes de serviços que agreguem mais funcionalidades para obter agilidade na troca de informações e nos negócios. Esse processo estimulou a GVT a oferecer velocidades mais altas, mas ainda dependemos da evolução da infraestrutura de redes para ampliar a atuação no Brasil”, finaliza Sanfelice.
Por Daniela Malara
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