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Foi em silêncio, mas fugaz. Depois de obter a anuência prévia, sem qualquer restrição da Anatel para ficar com o controle da operadora, o grupo francês fechou a compra do capital da companhia ao custo de R$ 56,00 a ação, nesta sexta-feira, 13/11.
A Vivendi comprou 37,9% das ações e poderá exercer o poder para a aquisição de outros 19,6%, ficando com 57,6% do controle acionário. Para chegar aos 100%, o custo final da GVT foi estimado em R$ 7.2 bilhões. A negociação foi privada e com os principais acionistas da operadora.
Seguindo as leis brasileiras, a Vivendi, por meio de comunicado, informa que apresentou a proposta aos demais acionistas para adquirir 100% das ações a R$ 56 cada, uma vez que adquiriu o controle da GVT. A Vivendi calcula que a oferta represente um preço total da GVT (100% das ações) em R$ 7,2 bilhões.
O grupo francês anunciou ainda que vai analisar a oportunidade de retirar as ações da GVT da Bovespa, de acordo com o resultado da oferta pela totalidade dos papéis.
A Telefônica tinha ofertado R$ 6,9 bilhões, ou R$ 50.50 a ação para ficar com 100% do controle da GVT. A Oferta Pública de Ações estava agendada para o dia 19 de novembro. A Anatel concedeu anuência prévia para a tele, mas impôs rigorosas restrições - entre elas a impossibilidade de fusão por um prazo de cinco anos.
Nesta sexta-feira, 13, a reação da Vivendi, que ficou quieta e não reagiu às ofertas hostis do grupo espanhol: A empresa negociou e fechou contrato com os acionistas, surpreendendo ao mercado, que já não esperava uma reação do grupo francês diante do ataque da Telefônica.
Em nota oficial, a Telefônica reagiu à compra da operadora pela Vivendi manifestando "o desejo de boa sorte à GVT". Também informa que o preço de R$ 50,50 era o máximo possível. E diz que ' o Brasil continua sendo um país etratégico' para o grupo e que haverá a análise de outras oportunidades.
Quando esteve em Brasília, nesta semana, na quarta-feira, 11, o presidente da operadora, Antonio Carlos Valente, ao comentar sobre a então realização da OPA, declarava que "vencesse o melhor", uma vez que o executivo não acreditava na hipótese de a Anatel impor condicionantes à compra, como acabou acontecendo nesta quinta-feira, 12.
A Vivendi é a segunda maior operadora de telecomunicações da França e a maior do Marrocos,e tem forte presença na área de entretenimento. A chegada da Vivendi desagrada às demais concessionárias do país. Durante o Futurecom 2009, por exemplo, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, não chegou a afirmar que 'seria melhor competir com quem já conhecesse as regras do jogo do país".
A preocupação das demais operadoras nacionais tem razão de ser. No informe oficial da aquisição, o CEO da Vivendi,Jean-Bernard Lévy, manda o seu recado. Diz que chegou para levar a GVT para regiões onde ela tem uma pequena presença ou mesmo nenhuma, e que o projeto da companhia é de 'longo prazo no país'. |