Conheça história do trabalho remoto, seus benefícios e os desafios para o futuro

Colaboração 24 de junho de 2020

O trabalho remoto não apareceu há 15 anos como se lê em alguns artigos. Na verdade, essa dinâmica tem pelo menos 1,4 milhões de anos. O Homo Ergaster, que viveu no sudeste da África há 1,4 milhões de anos, organizou suas jornadas e ferramentas para caçar perto de seus territórios.

Já em 1560, foi iniciada a construção da galeria Uffizi, em Florença, e foi estabelecido o primeiro escritório corporativo. Mas, em seguida, veio a Revolução Industrial, que apesar de representar uma mudança na forma de pensar e fazer negócios, manteve várias profissões e criou várias outras que poderiam ser desempenhadas em casa.

Era nesse contexto que o físico Jack Nilles trabalhava em um sistema de comunicação para a NASA, o qual batizou de “Telecomunicação”. Ele propunha que trabalhar de casa seria benéfico para liberar as vias públicas e aproveitar recursos não renováveis: desde o petróleo até o próprio tempo. Formalmente, é a Nilles que se atribui o título de pai do home office. A partir da década de 1980, várias empresas fizeram testes para estimar a economia e os benefícios dessa modalidade de trabalho, mas foi só em 2010 que mais de 59% dos trabalhadores remotos conseguiram ser considerados empresas.

 

Benefícios do home office

A tendência, que já crescia nos últimos anos, aumentou exponencialmente com o surgimento da pandemia de Covid-19, forçando milhões de trabalhadores de todo o mundo a migrarem para o trabalho remoto. Contudo, muito outros já trabalhavam desta forma, e alguns benefícios podem ser identificados com a atividade:

  • Desenvolvimento econômico para a empresa
  • Aumento na qualidade do trabalho, ao incrementar a qualidade de vida do trabalhador
  • Maior produtividade dos funcionários ao economizar o tempo gasto com deslocamento
  • Crescimento tangível na produtividade
  • Influência positiva no impacto ambiental

 

Desafios pós-pandemia

Uma das principais demandas que surgiram com o aumento da adoção do home office e das aulas à distância trata da segurança da informação. Com o aumento das interações remotas, mais dispositivos e redes tornaram-se expostas a ameaças digitais.

O trabalho remoto demanda um esforço diferenciado em cibersegurança que inclui adoção de soluções de simples adoção e escaláveis. Além de investimento em conscientização e educação sobre este assunto para as novas equipes remotas.

Além disso, VPNs e serviço de nuvem deixaram de ser uma escolha para se tornar ferramentas de trabalho que viabilizam a continuidade dos negócios com mais segurança. Essa descentralização não planejada aprofundou a consciência de que a transformação digital não é uma opção, mas um imperativo dos novos tempos e que a coluna vertebral desta deve ser a segurança cibernética.

Entre tantas adaptações, a relevância do papel da segurança da informação deve ser repensada neste exato momento. É possível observar com o isolamento social decorrente da pandemia os riscos que todos os profissionais de TI já conheciam e que foram expandidos. O “novo normal” desafiará empresas, trabalhadores e cidadãos a entrarem em um novo ciclo de uso e entendimento da tecnologia no dia a dia.

Este texto é uma adaptação de duas matérias do Blog Cisco Brasil. Clique aqui e leia as versões completas.